sábado, 26 de fevereiro de 2011

Presidente TSD Caldas discursando no Congresso TSD no Peso da Régua

Discursando no Congresso Nacional dos TSD, lutando por uma estrutura mais forte que possa dignificar cada vez mais e melhor, quer o Trabalho, quer o Trabalhador. É preciso que cada um dos militantes do PSD compreenda que faz parte da solução para termos um estrutura dos TSD mais forte, e para um país mais justo.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O Emprego já assusta?!

O Núcleo de Trabalhadores Social Democratas de Caldas da Rainha manifesta publicamente a sua indignação com a fraca protecção que é dada ao trabalhador, ao trabalho e à qualidade laboral.

Vivemos numa sociedade estranhamente contraditória, quando ao fim de tantos séculos de lutas de muitos homens e mulheres a fim de verem consagrados na Lei um vasto conjunto de Deveres e Direitos dos Cidadãos em geral, dos Trabalhadores em Particular, verificamos que a Lei não se aplica:

- Mulheres alcançaram o Direito ao Trabalho e à Formação, mas que muitas vezes acabam por receber menos que os homens em igualdade profissional ou que em caso de serem Mães ou engravidarem, terem grande dificuldade em arranjar/manter o seu posto de Trabalho;

- Continua a haver discriminação em termos de aspecto e de idade, esquecendo-se das valências académicas e profissionais dos Trabalhadores;

- Continua-se a verificar que a maior parte dos Trabalhadores com formação superior trabalha em postos de Trabalho de áreas profissionais diferentes da sua Formação, além de continuarem subjugados, por vezes, a chefias gastas, com prejuízos directos não só para o Trabalhador, como para a própria Empresa;

- Muitas empresas a nível nacional, públicas e privadas, e algumas em Caldas da Rainha que, optam por fazer sair os seus efectivos, para os substituir por funcionários a prazo, sejam eles estagiários, ou os que eram chamados “POC” do Centro de Emprego (Lei entretanto alterada), ou sejam eles jovens a recibos verdes (só ficam na Empresa enquanto interessar, sendo claramente explorados, raramente a trabalhar com boas condições, mas sujeitando-se à lógica do “não aceitas, vais embora…”) ou ainda os que trabalham em Empresas de Trabalho Temporário, que saltam de Trabalho em Trabalho, sem terem uma oportunidade real de se tornarem efectivos, pois tal não interessa às Empresas;

- Continua a verificar-se a necessidade urgente dos Quadros Médios e Superiores do nosso país receberem formação adequada para aprender Gestão a fim de distinguir um custo de um investimento ou de aprender a fazer projecções financeiras a médio e longo prazo, aprender a gerir Recursos Humanos, noções de Marketing, Segurança e Higiene no Trabalho, entre muitas outras noções fundamentais, sem as quais continuaremos com o rumo actual, ou seja, empresa abre, empresa fecha… Lembre-se um ditado britânico “when you pay peanuts, you get monkeys” (tradução: quando o que se paga são amendoins, tem-se macacos”,

Os Trabalhadores Social Democratas caldenses manifestam ainda a sua preocupação pelo discurso hipócrita perante a Juventude que é incentivada a ter uma boa formação académica, mas a mentalidade empregadora portuguesa pouco aposta em jovens com formação, apostando sim nos que têm menor escolaridade e maior grau de controlo, para pagar menos e darem menos aborrecimentos quando houver necessidade de exigir mais dos trabalhadores, sem querer dar as contrapartidas legais (exemplo: pressionar a trabalhar mais horas, sem pagar horas extra, sem folgas, sem equipamento necessário, etc.).

A situação já se torna de tal forma preocupante acerca do receio em lutar pelos Direitos dos Trabalhadores, que há medo em exigir os seus Direitos junto da entidade patronal, sob pena de perseguição ou despedimento: solicitar as férias devidas, o salário a tempo e horas, número de horas máximo diário e semanal previsto por Lei, equipamento de segurança (sempre que justifique). A esta situação junta-se a dificuldade (ou inércia?) de quem tem a responsabilidade de fiscalizar as irregularidades, onde são inúmeros os casos de abusos dos Direitos dos Trabalhadores, mas a ausência de investigação e de apuramento da verdade dos factos é, no mínimo, suspeita.

Por estas e muitas outras razões, manifestamos a nossa preocupação, para que haja maior discernimento sobre o futuro, pois não basta dizer “trabalhem” ou “não querem trabalhar”, se para muitos estamos num pais que ridiculamente sai mais caro trabalhar do que não trabalhar…

Núcleo Trabalhadores Social Democratas de Caldas da Rainha


in Gazeta das Caldas, 18/02/2010

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Debate " MODELO ECONÓMICO PORTUGUÊS "

No dia 19 de Julho pelas 18h00, os TSD realizam no Hotel Sofitel na Av da Liberdade 127 em Lisboa um debate intitulado " MODELO ECONÓMICO PORTUGUÊS " em que serão oradores:

Eng António Saraiva - Presidente da CIP
Eng João Proença - Secretário Geral da UGT
Prof Dr. João Duque - Prof. Catedrático do ISEG

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Mais um atentado à saúde de Caldas da Rainha


Os Trabalhadores Social-Democratas de Caldas da Rainha não ficaram surpresos com a notícia da ampliação do Hospital em detrimento da construção de um novo.


Esclareça-se as ilusões e falsos argumentos que circulam. Fala-se na diferença entre 100 milhões para um novo Hospital ou 60 milhões para ampliar. É uma falácia tal conta, pois cortar um património valiosíssimo como a Mata tem custos incalculáveis, além de que uma ampliação, nos moldes em que está planeado, apenas trará alguns espaços novos, mantendo outros obsoletos, sendo uma solução que não corresponde ao que o Oeste necessita.


A solução da ampliação trará muitos amargos de boca dentro de 5 ou 6 anos, quando se perceber que o futuro passa pela construção de uma nova unidade hospitalar. Só péssimos gestores e péssimos políticos não distinguem a diferença entre custo e investimento, já que um investimento adequado às necessidades presentes e futuras traria imensa poupança no futuro, pois é fácil perceber que Caldas da Rainha irá receber cada vez mais utentes dos concelhos limítrofes, e se não tiver condições adequadas, o caos continuará.


Não podemos esquecer das frequentes notícias do envelhecimento da população, portanto, será lógico uma cada vez maior afluência aos Hospitais, e é fulcral que estes tenham condições logísticas que estejam preparadas para o presente e para o futuro. Actualmente, o Hospital até tem pessoal bastante qualificado, mas sem as condições adequadas, não lhes é possível fazer um bom trabalho, daí se percebendo alguma deficiência nos serviços.


E em 2020? Como estará este Hospital a funcionar tendo em conta a continuidade de fecho e redução de unidades de saúde nos concelhos circundantes, e com a relocalização dos seus utentes para Caldas? Falaremos então de um novo, agora a custar 300 milhões? Há que perceber que um custo é algo que nos leva a despender de dinheiro sem benefícios, e um investimento é o uso correcto de dinheiro em projectos que nos trazem retornos, como bons serviços de saúde. Uso correcto de dinheiro é uma aplicação financeira sem custos que podiam ser evitados, como é o caso da ampliação do Hospital de Caldas, que não vai de encontro às necessidades de todos quantos necessitam e virão a necessitar de cuidados de saúde, que irá levar mais tarde à conclusão de que é necessário um novo Hospital, com um custo muito mais elevado.


É o desperdício de uma oportunidade para criar mais postos de trabalho e novos serviços em Caldas da Rainha. É ainda a perda de oportunidade para requalificar o espaço actual do Hospital, pois garantidamente que, com a construção de um novo, não haveria quem não quisesse aproveitar o espaço, fossem entidades privadas que trariam um serviço extra de saúde para o Oeste, ou mesmo para servir como um novo centro incubador de empresas, centro de conferências, enfim, mil e uma aplicações que se lhe poderiam dar, sem esquecer que o atendimento ao utente não seria prejudicado pelas obras, permitindo abandonar o espaço apenas quando o novo estivesse construído.


A ampliação do Hospital e a redução de serviços de saúde nas freguesias rurais, são sinais do desrespeito pelos direitos fundamentais dos cidadãos, que envergonham qualquer político num Estado Democrático de Direito.


Sentimos que os trabalhadores das áreas da Saúde têm a preocupação de prestar um bom serviço, mas sem a organização e as condições necessárias, não é possível dizer que o Oeste goza de boa saúde…

Alguns Líderes e Hino PSD